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Media kit para influenciadores: o que incluir e como montar

2026-10-227 min de leitura

Um media kit para influenciadores é um documento de uma ou duas páginas que responde às perguntas de uma marca antes que ela as faça: quem você é, do que fala, quem segue você, quanto esse público interage, o que você já fez com outras marcas e como cobra. Não é um currículo nem uma galeria de fotos bonitas: é uma ferramenta de venda.

Quem o recebe decide em poucos minutos se vale a pena continuar a conversa, e faz isso comparando você com os outros criadores que também escreveram naquela semana. Quanto menos precisar adivinhar, maior a chance de responder. Este guia explica o que colocar, o que deixar de fora e como usá-lo para negociar. Se você ainda se pergunta se a sua conta é grande o bastante para escrever a uma marca, leia antes quantos seguidores você precisa: a resposta curta é que o media kit importa mais do que o número.

O que é um media kit e para que serve?

Pense no media kit como a ficha técnica da sua conta. Uma pessoa da equipe de marketing de uma marca recebe dezenas de propostas, quase todas com a mesma mensagem: “amo o produto de vocês, vamos fazer uma parceria?”. Sem dados, essa pessoa precisa entrar no seu perfil, contar seguidores a olho, deduzir o seu nicho e adivinhar onde vive o seu público. Quase ninguém faz esse trabalho. O media kit faz por ela e transforma uma intuição numa decisão.

Ele também serve para dentro. Montá-lo obriga você a olhar os próprios números com honestidade: quais formatos funcionam, em quais países você realmente está, quais parcerias deram resultado e quais foram só uma troca de produto. Essa clareza aparece depois em cada proposta.

O que incluir num media kit para influenciadores?

Uma ordem que funciona, de cima para baixo. Quem você é em duas ou três linhas, com o seu nome real ou de criador e o seu nicho dito sem rodeios: “cozinha vegetal fácil para quem tem pouco tempo” diz mais do que “lifestyle”. Depois, o público: tamanho por plataforma, países principais, faixas de idade e divisão por gênero, tudo tirado das estatísticas da própria plataforma. Em seguida, a interação: alcance médio por post e por story nos últimos meses, não na sua melhor semana.

Continue com exemplos de conteúdo, três ou quatro peças que mostrem o seu estilo, e parcerias anteriores com resultados concretos quando você tiver: cliques, vendas, cadastros ou cupons usados. Feche com os formatos que oferece, como post, story, reel, vídeo longo ou menção na newsletter, os seus preços ou um “valores sob consulta” e um contato direto. Uma linha dizendo que todo conteúdo pago é publicado com a divulgação de publicidade é um sinal profissional: das marcas também se exige conformidade.

O que deixar de fora

Os números de vaidade. Seguidores totais sem contexto, curtidas acumuladas desde que você abriu a conta ou as visualizações de um vídeo viral antigo que não se parece com o que você publica hoje. Uma marca experiente ignora esses números, e uma inexperiente vai se decepcionar quando a campanha render menos do que a cifra prometia.

Os seguidores comprados, obviamente, e qualquer dado que você não consiga sustentar com uma captura das suas estatísticas se pedirem. Também não cole capturas soltas sem explicar o que mostram nem de quando são: uma captura sem contexto parece um dado inventado, mesmo sendo real. E evite o documento de doze páginas: se você precisa de tantas, a mensagem não está clara.

Por que os seus resultados de afiliação pesam mais que os seguidores?

Uma taxa de interação diz que as pessoas olham; uma campanha de afiliação diz que as pessoas compram. Se você já trabalhou com links e cupons de afiliado, tem algo que a maioria dos media kits não tem: cliques por post, vendas por clique e o que cada peça gerou, medido por um terceiro e não por você. Como as vendas são confirmadas pela marca, o dado se sustenta quando alguém o questiona.

Apresente isso com cuidado. Não é preciso revelar quanto você ganhou com cada marca; basta dizer quantas vendas um story gerou ou quantos dos que tocaram no link acabaram comprando. Esses dados mudam a conversa: você deixa de negociar pelo que poderia fazer e passa a negociar pelo que já fez. Para saber a quem mostrar, ajuda ter claro como escolher marcas para divulgar antes de escrever.

Os seguidores dizem a uma marca quanta gente olha para você; as vendas dizem quanta gente acredita em você.

Formato e manutenção: PDF, página web e revisão periódica

O formato clássico é um PDF de uma ou duas páginas, leve para anexar a um e-mail e fácil de reencaminhar dentro da marca quando quem lê precisa convencer outra pessoa. Uma página web com as mesmas informações funciona igualmente bem e tem a vantagem de estar sempre atualizada; muitos criadores mantêm as duas e colocam a página no link da bio.

O que não funciona é o media kit congelado. O público muda, os países mudam e as parcerias se acumulam. Marque uma revisão a cada poucos meses para atualizar os números, trocar os exemplos de conteúdo pelos mais recentes e somar os resultados novos. Escreva a data de atualização no próprio documento: uma marca confia mais em dados recentes do que num PDF sem data.

Como enviar o media kit e negociar o valor?

Por e-mail ou mensagem direta, a mensagem é curta e o media kit vai anexado ou em link. Três ou quatro linhas: quem você é, por que aquela marca e não outra, o que você propõe exatamente e onde estão os dados. Nada de parágrafos sobre a sua paixão. Por mensagem direta, pergunte antes com quem falar: quem cuida do perfil raramente decide o orçamento.

Quando chega a resposta, a conversa costuma girar em torno de três modelos. Valor fixo: você recebe por peça publicada, aconteça o que acontecer. Comissão: você recebe uma parte do que vender com o seu link ou cupom, sem garantia. Híbrido: um valor base menor mais comissão por resultados. O híbrido costuma ser o mais saudável para os dois lados, e é onde os seus dados de afiliação pesam de verdade: se você mostra que vende, a comissão deixa de ser uma aposta.

Como funciona no ADQ Links, a afiliação da ADEQ

Com o ADQ Links, a afiliação da ADEQ, cada campanha dá um link curto que registra suas vendas e um QR code, e a marca confirma cada venda. Esses são os resultados que você pode levar ao seu media kit: medidos fora da sua conta e confirmados por quem paga. Você vê só campanhas disponíveis nos países do seu público, de marcas locais e globais.

Cada campanha traz um kit criativo com imagens, textos e roteiros prontos para publicar. As comissões confirmadas são pagas pela ADEQ junto com o restante dos seus ganhos, e você fica com a maior parte de cada uma. Para começar como criador, cadastre-se em console.adeqmedia.com/join.

Perguntas frequentes sobre o media kit

Preciso de um media kit se tenho poucos seguidores?

Sim, e talvez mais do que um criador grande: é a sua forma de mostrar que um público pequeno pode ser muito específico e muito fiel. Com um nicho claro e um par de resultados reais, um documento de uma página já abre conversas.

Devo colocar os meus valores no media kit?

Depende da sua experiência. Se você já tem preços claros, colocá-los filtra as marcas que não podem pagar e poupa e-mails. Se ainda está testando, um “valores sob consulta” deixa você adaptar a proposta a cada marca e a cada formato.

Com que ferramenta se faz um media kit?

Qualquer editor de apresentações ou de design simples serve; o importante é que se leia em um minuto, seja leve e exporte para PDF. Não é o design que fecha parcerias: são os dados e a clareza.

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