Os formatos de afiliação que não estragam a leitura têm três coisas em comum: aparecem depois que o leitor recebeu algo de valor, adotam o estilo do site e são medidos com a mesma régua do conteúdo. Os mais usados são a coluna lateral, a faixa de ofertas dentro do artigo, o cartão flutuante e os links patrocinados no texto.
Que formatos de afiliação respeitam a leitura?
Todos podem respeitar, e todos podem estragar. A diferença não está no formato, e sim em onde ele aparece, quando e com que aparência. Uma faixa de ofertas no fim de um comparativo ajuda o leitor a decidir; a mesma faixa no meio do primeiro parágrafo de uma notícia o expulsa.
Este guia passa pelos formatos mais comuns, onde colocá-los e como saber com dados se estão funcionando ou atrapalhando. Se você ainda não entende bem como o modelo funciona, comece por o que é marketing de afiliados e volte aqui para escolher formatos.
Três princípios antes de escolher um formato
- O conteúdo vem primeiro. Os melhores resultados chegam quando o leitor já recebeu algo: depois dos primeiros parágrafos, no fim do artigo ou numa coluna que não compete com o texto.
- O formato deve parecer parte do site. Se ele usa as fontes, as cores e o formato dos cantos da página em vez de impor os seus, o leitor o percebe como mais uma seção.
- Tudo se mede igual. Impressões visíveis, não só carregadas; cliques; vendas confirmadas e receita por mil páginas vistas.
Um formato com muitos cliques e poucas vendas costuma ser enganoso: o clique é acidental ou a oferta não cumpre o que promete. Um com poucas impressões visíveis está mal posicionado. As duas coisas se corrigem mudando o formato de lugar, não acrescentando outro.
Que formatos de afiliação usar e onde?
Coluna lateral
O retângulo de 300×250 continua sendo o tamanho mais aceito porque cabe numa barra lateral, dentro de um artigo no celular e em quase qualquer template. Como coluna com duas ou três ofertas empilhadas que fica visível durante a leitura, acompanha o texto sem interrompê-lo e aproveita um espaço que muitos sites já reservam para publicidade.
Faixa editorial e vitrine de produtos
Os formatos de largura total —uma faixa de três ou quatro cartões ou uma grade de produtos com preços e cupons de desconto— rendem mais quando o artigo é de compras, análises ou comparativos. Numa coluna de opinião, uma vitrine destoa mesmo que as ofertas sejam relevantes: escolha o formato pelo tipo de conteúdo, não pela página.
Cartão flutuante ou spotlight
É o formato mais delicado. Deve aparecer quando o leitor já avançou ou passou um tempo na página, nunca ao carregar; deve fechar com um gesto e não insistir de novo; e no celular precisa ocupar uma parte pequena da tela. Com essas regras rende; sem elas, é um pop-up com outro nome.
Como usar links no texto sem incomodar?
Transformar palavras relevantes em links patrocinados é o formato menos visível e, por isso, o que exige mais cuidado. Regras que funcionam: poucos links por página, no máximo um por bloco de texto e nunca dentro de títulos, menus, código, formulários ou links que já existiam. Sempre com uma marca visível de patrocínio junto à palavra.
Os links de saída são o caso oposto: já estão nos seus artigos porque você recomenda uma loja ou um produto. Transformá-los em links de afiliação não muda o que o leitor vê; só faz com que esse link, que já existia, gere comissão quando alguém compra.
Vídeo curto, com cuidado
Misturar vídeos curtos num módulo de ofertas pode aumentar o tempo na página, mas carregar o player de terceiros junto com a página traz código, peso e rastreadores que o leitor não pediu. A solução é a fachada: uma miniatura com um botão de play, e o player só carrega se alguém tocar. E com moderação, para o módulo não virar um módulo de vídeo.
Desempenho e acessibilidade não são opcionais
O código que desenha os formatos deve ser leve, carregar de forma assíncrona e trabalhar quando o navegador está livre. Os cartões são desenhados quando se aproximam da tela, as imagens com carregamento adiado e nada empurra o texto ao aparecer. É o mesmo que o Google pede nas métricas de experiência, como explicamos em anúncios e Core Web Vitals.
Acessibilidade significa que cada cartão é um link com texto descritivo, que o cartão flutuante fecha pelo teclado, que os contrastes são legíveis e que nada depende só da cor para ser entendido. Um formato acessível e leve também é um formato que não prejudica o seu posicionamento.
Como saber se um formato incomoda?
- Se o tempo na página cai quando você o ativa, ele está competindo com o conteúdo.
- Se os cliques são muitos e as vendas poucas, o clique é acidental ou a oferta não cumpre.
- Se a maioria de quem vê o cartão flutuante o fecha, ele aparece cedo demais.
Compare sempre com um controle: o mesmo tipo de artigo, o mesmo período, com e sem o formato. E decida por formato, por tipo de conteúdo e, se o seu público está em vários países, por mercado, não para o site inteiro de uma vez. Os publishers que monetizam melhor não usam mais módulos: usam os certos no lugar certo.
Os formatos do ADQ Links, a afiliação da ADEQ
O ADQ Links oferece sete formatos que seguem estas regras: faixa editorial, feed de ofertas, cartão spotlight que pode ser fechado, coluna lateral que cabe num espaço de 300×250, vitrine de produtos, links no texto —no máximo cinco por página e nunca em títulos nem em código— e links de saída. Todos adotam suas fontes e cores, ficam isolados do seu CSS e levam a etiqueta “Patrocinado”.
Você os ativa no seu painel da ADEQ, com prévia antes de publicar, e escolhe quais usar em cada site. As ofertas são escolhidas pelo tema da página e pelo país do leitor, e as comissões confirmadas aparecem no mesmo relatório e são pagas no mesmo pagamento que o restante dos seus ganhos com a ADEQ.
Perguntas frequentes
Quantos formatos vale colocar por página?
Um ou dois por artigo costumam bastar: uma coluna lateral ou uma faixa no fim do texto e, se o conteúdo é de compras, uma vitrine. Mais módulos dividem a mesma atenção entre mais elementos e reduzem o que cada um rende.
Os formatos de afiliação prejudicam o SEO?
Não, desde que carreguem de forma assíncrona, sejam leves e não desloquem o conteúdo ao aparecer. O que o Google penaliza é a má experiência de página: código pesado, saltos de layout e elementos que cobrem o texto.
É preciso avisar que um link é de afiliação?
Sim. Os órgãos de defesa do consumidor exigem uma sinalização clara e próxima ao link, e o Google pede que ele seja marcado com rel="sponsored". Uma etiqueta visível junto à palavra, mais esse atributo no link, cumpre as duas coisas.
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